Dados do eleitorado de Americana, Nova Odessa e Sumaré chamam a atenção para o nível de escolaridade dos cidadãos aptos a votar. Juntas, as três cidades somam 366.837 eleitores, dos quais 3.247 se declararam analfabetos no cadastro eleitoral.
O número representa aproximadamente 0,9% de todo o eleitorado dos três municípios. Outros 5.562 eleitores informaram que sabem ler e escrever, mas não indicaram a conclusão de um nível formal de escolaridade. Esse grupo corresponde a cerca de 1,5% do total.
Por outro lado, 52.213 eleitores declararam possuir ensino superior completo, o equivalente a aproximadamente 14,2% do eleitorado reunido de Americana, Nova Odessa e Sumaré.
Os dados mostram realidades educacionais distintas dentro de uma mesma região. Embora o percentual de pessoas que se declaram analfabetas seja inferior a 1%, o número absoluto ultrapassa 3 mil eleitores e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à alfabetização de jovens e adultos.
Eleitorado de Americana cresce em 16 anos
Somente em Americana, o número de eleitores chegou a 180.962 em 2026. Em 2010, o município possuía 163.795 pessoas aptas a votar.
Isso significa que, em 16 anos, Americana ganhou 17.167 novos eleitores, um crescimento de aproximadamente 10,5%.
A evolução ocorreu de forma contínua:
- 2010: 163.795 eleitores;
- 2014: 172.091;
- 2018: 175.226;
- 2022: 180.219;
- 2026: 180.962.
Entre 2022 e 2026, o crescimento foi menor, com a inclusão de 743 novos eleitores no município. Ainda assim, o total de pessoas aptas a votar permanece em seu maior patamar da série apresentada.
Analfabetos podem votar
No Brasil, o voto é facultativo para pessoas analfabetas. Isso significa que elas possuem o direito de participar das eleições, mas não são obrigadas a comparecer às urnas.
A classificação educacional presente no cadastro eleitoral é baseada nas informações declaradas pelo próprio eleitor. Por isso, o número indica quantas pessoas se consideram ou se identificam como analfabetas no momento do cadastramento ou da atualização dos dados eleitorais.
Os números reforçam que, além de acompanhar o crescimento do eleitorado, é importante observar o perfil educacional da população e as condições de acesso à informação durante o processo eleitoral.











