No Dia Mundial da Fotografia, celebrado nesta quarta-feira (19), a história da fotografia em Americana também passa pelas lentes de Juarez Godoy, um dos pioneiros da fotografia publicitária e de produtos na cidade e na região. A data ganha um significado especial para o fotógrafo: foi justamente em 19 de agosto de 1986, há 40 anos, que ele e o pai, Joaquim Modesto Godoy Junior, um alfaiate de profissão, fotógrafo aficionado e músico boêmio de São Paulo, fundaram a Vivendo Fotografia Ltda.
Em uma época em que a fotografia comercial ainda dava seus primeiros passos na região, a empresa se especializou em fotografia publicitária, com destaque para trabalhos voltados a produtos. A atividade acompanhou especialmente o desenvolvimento do Polo Têxtil, que movimentava Americana e municípios vizinhos e demandava imagens profissionais para divulgação de produtos e marcas.
A relação de Juarez com a fotografia, no entanto, já existia antes da abertura da empresa. Naquele período, ele estudava e vivia intensamente a atividade, transformando posteriormente a paixão pelas imagens em profissão. Ao longo das décadas, seu trabalho acompanhou também uma profunda transformação tecnológica: dos filmes e processos analógicos à fotografia digital que domina atualmente a produção comercial.
Em 2013, a Vivendo Fotografia passou a se chamar Juarez Godoy Arte e Cultura Ltda., ampliando a atuação para outros projetos culturais sem abandonar uma trajetória construída a partir da fotografia. Ao completar quatro décadas, Juarez atribui parte dessa história aos colaboradores, clientes, amigos e, especialmente, à família que participou do início da empresa.
“A evolução da fotografia se deu especialmente em seu suporte: desde o daguerreótipo, passando pelos avançadíssimos filmes profissionais do final do século XX, até chegar ao sensor digital. A essência da fotografia permanece a mesma, porém o registro fácil e massivo através dos smartphones gerou uma nova linguagem, um tanto efêmera e descartável — atualmente potencializada pela inteligência artificial. Não me refiro a saudosismo nem ao “purismo”, mas é importante saber a diferença entre uma coisa e outra e suas respectivas finalidades. De qualquer maneira, toda forma de expressão e registro é válida,”, comentou Juarez Godoy.
Quarenta anos depois daquele 19 de agosto de 1986, a coincidência entre a fundação da empresa e o Dia Mundial da Fotografia ajuda a contar também um capítulo da memória profissional de Americana: o de quem ajudou a colocar produtos, empresas e histórias da região diante das lentes quando a fotografia publicitária ainda começava a ganhar espaço por aqui.
“O que mais me motiva é o caminho que ainda quero percorrer por meio da arte – na fotografia, na música e na produção cultural. 66 anos, mas os sonhos não envelhecem”, disse Juarez.









