Americana Post
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorhersage 30 tage

Companhia Estrela de Belém mantém Folia de Reis viva em Santa Bárbara

Material_Espetaculo_de_premios_Banner_400x450
MRK_TIVOLI_11415_BANNER_AMERICANA_450x500px
Americana Post_Banner Web (450x550px)_Câmara de Americana (450 x 550 px)
VV2026.1_Portal_Portal_Portal_450x550_fam
CAPRILAB - MOBILE - 1
Pós fam

Uma tradição perto do fim. Assim definiu Inácio Luiz Souto, de 79 anos, ao ser perguntado sobre o Dia de Reis, comemorado nesta terça-feira (6). Trata-se de um costume popular em que a chamada Folia de Reis, com seus intérpretes e instrumentistas, sai às ruas e visita casas para cantar a chegada dos três reis magos: Melchior, Baltazar e Gaspar.,

Ele e sua Companhia Estrela de Belém lutam para manter a tradição, eles se apresentaram em uma casa com um presépio no bairro Cidade Nova, em Santa Bárbara d’Oeste, nesta terça.
A tradição católica conta que o trio seguiu uma estrela com destino certo: o encontro com um menino que acabara de nascer: Jesus Cristo. Com os reis vieram os presentes: incenso, mirra e ouro.

Inácio é morador do bairro Mollon, em Santa Bárbara d’Oeste, e canta na folia desde 1960. Na região, participa das ações há 46 anos. “Comecei no Paraná, com 12 anos de idade. Em 1979, conheci o saudoso seu Felício José da Silva e até hoje estou tocando na companhia que ele fundou”, comentou.

Em seu grupo, cerca de 15 pessoas participam, divididas entre mestre, ajudante, contramestre, contralto, quarta voz, quinta voz, sexta voz e instrumentistas, com pandeiro, bate-caixa, violão, entre outros instrumentos.
Há ainda os palhaços, personagens ligados à tradição que, após os três reis magos visitarem Jesus, teriam se fantasiado para fugir dos soldados do rei Herodes e não revelar o local onde estava o menino.
Inácio lembra que, atualmente, há uma dificuldade devido à resistência das pessoas, principalmente as mais jovens, em receber a folia.

“A gente leva mais do que uma mensagem, com a bandeira que traz a Sagrada Família e os três reis magos, abençoando a casa de quem nos recebe. Hoje, a gente chega marcando as casas que querem nos ouvir para não perder viagem. Tem muita religião, misturou demais, e não nos recebem”, disse.
Ele também comenta que, muitas vezes, a mãe ou o pai costumava receber o grupo, mas, após eles falecerem, os filhos não aceitam a visita.

“A gente não consegue, de jeito nenhum, passar isso para os jovens. Só nos recebem os mais velhos. A mãe ou o pai morreu, é uma casa a menos para visitar”, ressaltou.
Com quase 80 anos, Inácio afirma que conseguir novos integrantes também é um desafio. “Vai acabar, pelo que eu vejo. A gente não consegue passar isso de jeito nenhum para os jovens. Os mais velhos morrem e os mais novos não querem seguir”, afirmou.

Mesmo assim, a busca por manter viva a tradição continua. No próximo dia 25, a apresentação será realizada na Casa de Maria, às 9h, também em Santa Bárbara.

Alex Ferreira

Alex Ferreira é jornalista, apresentador de TV e rádio, mestre de cerimônias e roteirista.

Compartilhe este post
Americana Post_Banner Web (450x550px)_Câmara de Americana (450 x 550 px)
A TRADIÇÃO DE FAZER BEM FEITO - 1
Fam - pós side
AP as mais lidas
fundo social
Fundo Social de Solidariedade reforça pedido de doações de arroz e feijão
joao frizzo
Referência no rodeio nacional, João Frizo morre aos 79 anos, em Americana
fam concencao 2026
Em convenção, FAM protocola pedido para Centro Universitário
carro invade clinica
Carro invade clínica veterinária em Americana. Ninguém ferido.
TRAFICO PF E PM
PF deflagra operação contra tráfico transnacional de drogas
Categorias