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Em gesto de carinho, servidoras do HM fazem toucas personalizadas para recém-nascidos

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Branca, vermelha, verde ou até roxa, a cor da touca a ser escolhida fica por conta da mamãe, já a confecção da lembrança da maternidade do Hospital Dr. Waldemar Tebaldi para os recém-nascidos fica a cargo de duas servidoras públicas: a Kelly Pereira de Souza Oliveira, auxiliar de enfermagem há 21 anos do HM; e a enfermeira obstétrica Edilene Andrade Toquetão, há dois anos e meio na função. Há pelo menos um ano e meio, as duas decidiram produzir, de uma maneira diferente, as touquinhas para os recém-nascidos ou pré-maturos do HM. A cada época do ano, um tema. Desta vez, com a chegada do natal, o papai noel ganhou destaque. Além dos desenhos, as toucas podem levar os nomes dos bebês.

A touca é produzida totalmente manual, apenas fazendo dobras corretas em uma malha tubular. Este é um material que sempre foi utilizado para produzir as toucas para os nenéns manterem uma certa temperatura corporal.
Diferentemente de hospitais particulares, que já possuem, em sua maioria, toucas com as marcas do hospital, Edilene teve a ideia de personalizar e dar mais vida para a touca que virou presente. “Nós vimos os enxovais da mãe e nós achamos interessante inovar essas touquinhas. É uma lembrança que futuramente o bebê vai crescer, a mãe vai guardar e vai mostrar pra ele como ele foi bem acolhido, como ela foi bem acolhida, como o nascimento dele foi tão esperado e acolhido por toda a equipe”, disse Edilene.

A malha tradicionalmente é branca. Para colorir, Kelly leva para casa e faz o tingimento para ter mais opções para as futuras mamães e seus filhos. Sem costura, nó ou cola, as toucas são feitas apenas com as dobras corretas das malhas. A gente viu que, dobrando, ficava um material mais gostoso para o neném, não tão grosseiro. Mais confortável. E aí eu resolvi fazer assim. Tem gente que até hoje ainda faz dando nó ou colocando esparadrapo. Mas eu prefiro fazer assim, dobradinho, porque eu acho que é mais confortável para o bebê”, comentou Kelly.

Para as duas servidoras, no final o que vale é a felicidade das mamães ao perceberem o carinho da equipe com os nenéns e, que também, terão uma recordação de um momento tão importante da família. “Então, assim, elas ficam felizes e a gente fica feliz também. E assim, não é porque o bebê vai pra neo (UTI) que a gente também não vai deixar de fazer esse acolhimento com ele. Porque ela já está ali vulnerável, triste, emocionada, porque o bebê não está ali com ela. Mas nós vamos até a UTI Neonatal, colocamos a touquinha, tiramos uma foto e enviamos pra ela. Então, isso aí é uma forma de carinho”, comentou Kelly,

Alex Ferreira

Alex Ferreira é jornalista, apresentador de TV e rádio, mestre de cerimônias e roteirista.

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