Polícia Civil fecha clínica em Americana que utilizava “Monjauro Fest” em suposto protocolo irregular de emagrecimento
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Americana, deflagrou, na manhã da última terça-feira (22), a Operação “Virtuosa”, que resultou na interdição de uma clínica de emagrecimento no Centro da cidade. O local é investigado por crimes contra a saúde pública.
A ação ocorreu em um imóvel localizado na Rua 30 de Julho, após investigação iniciada a partir de denúncia encaminhada pela Vigilância Sanitária. Segundo as autoridades, havia indícios de que o estabelecimento realizava aplicações do medicamento tirzepatida — popularmente associado ao tratamento para emagrecimento — sem autorização e por pessoa não habilitada.
De acordo com a Polícia Civil, o espaço oferecia um suposto tratamento denominado “Protocolo Monjfest” (ou “Monjauro Fest”), no qual a substância era aplicada com finalidade estética. As investigações apontaram ainda suspeitas de adulteração do medicamento, que teria sido diluído em soro fisiológico para aumentar o volume das doses.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, expedido pela Vara de Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba, foram apreendidas 57 ampolas de medicamentos injetáveis, 19 frascos de soro fisiológico, além de seringas, agulhas, quatro celulares, um tablet e cadernos com anotações sobre atendimentos e aplicações.
Os agentes também localizaram medicamentos vencidos e armazenados em condições inadequadas. Parte dos produtos continha tirzepatida, cuja comercialização está proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme a Resolução RE nº 690/2026.
A responsável pela clínica foi abordada no local e admitiu não possuir formação na área da saúde para realizar os procedimentos. Ela e uma funcionária administrativa foram conduzidas à sede da DISE de Americana, onde prestaram depoimento acompanhadas por advogado.
Diante das irregularidades constatadas, o estabelecimento foi interditado e lacrado pela Vigilância Sanitária. Um inquérito policial será instaurado para aprofundar as investigações e apurar a responsabilidade penal dos envolvidos.
A Polícia Civil reforça o alerta à população sobre os riscos de procedimentos estéticos realizados por profissionais não habilitados e fora das normas sanitárias.








