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Até agosto, represa do Salto Grande deve atingir quantidade aceitável de aguapés; Vandalismo na represa também está em pauta na região

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Os aguapés da represa do Salto Grande, na região da Praia dos Namorados, devem atingir uma quantidade considerada ideal até o mês de agosto. A informação foi divulgada ontem, segunda-feira(9), durante uma reunião realizada no Barco Escola da Natureza, com a presença de representantes do Meio Ambiente da CPFL, Instituto CPFL, Universidade Corporativa (CPFL), CPFL Eficiência, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Educação, além do presidente da Câmara Municipal, Léo da Padaria, e do vereador Paulo Eduardo.

O controle das macrófitas — os populares aguapés, ou plantas aquáticas que se espalham pela represa e sua orla — é fundamental para manter o equilíbrio biológico da região. Segundo João Carlos Pinto, presidente do Barco Escola da Natureza, essas plantas não podem ser totalmente retiradas. O ideal, segundo ele, é manter uma cobertura de cerca de 8 hectares.

“Se retirarmos todos os aguapés, a qualidade da água da represa se deteriora muito. Hoje, ainda encontramos peixes por aqui — que não são próprios para consumo —, mas a condição atual da água permite a sobrevivência desses animais. Se os aguapés forem totalmente removidos, nem isso teremos mais”, explicou João Carlos.

A redução na quantidade de aguapés deve-se, em parte, ao aumento da capacidade dos caminhões que realizam a coleta das plantas, que passou de 10 para 16 metros cúbicos, melhorando significativamente o rendimento do serviço. A retirada está, neste momento, sob responsabilidade da empresa Reserva Engenharia, com financiamento da CPFL Renováveis.

A previsão é que, até meados de agosto — ou até antes —, o foco do trabalho passe a ser a limpeza da orla, com a remoção de capim, taboas e outras plantas aquáticas.

“Às vezes parece que estamos enxugando gelo e cobramos essa maior rapidez nas ações, até pela velocidade de reprodução das macrófitas. Por isso, acreditamos que até antes de agosto conseguiremos chegar a um número aceitável de macrófitas nessa região”, disse o secretário de Meio Ambiente de Americana, Fabio Renato.

A colaboração da população nesta fiscalização também é importante para manter o locar preservado.

Durante a reunião, também foram discutidos temas como o vandalismo na área da represa e ações para conter a poluição local.

Vandalismo

O vandalismo na represa também foi um dos temas abordados durante a reunião. As barreiras flutuantes, fundamentais para concentrar as macrófitas nos locais corretos e evitar que se espalhem por toda a represa, têm sido alvos de atos de vandalismo, muitas vezes cometidos por pessoas que tentam acessar áreas para pesca, por exemplo. Em algumas situações, são utilizados até equipamentos pesados, como serras, para cortar os cabos que cercam as plantas.

“A Secretaria de Meio Ambiente atua como agente fiscalizador, tanto quantitativo quanto qualitativo, na retirada das macrófitas. Também contamos com o apoio do GPA — Grupo de Proteção Ambiental — para coibir o vandalismo”, afirmou o secretário de Meio Ambiente, Fabio Renato.

Apoio e conscientização

O Barco Escola da Natureza informou que, além do apoio contínuo da CPFL Renováveis, passará a contar também com a colaboração do Instituto CPFL para ampliar as ações de educação ambiental e conservação na região.

Fundada no início dos anos 2000, a associação já impactou mais de 200 mil pessoas de diferentes idades, promovendo conhecimento e conscientização sobre a importância da preservação ambiental.

A represa do Salto Grande é um ambiente de grande riqueza ecológica, abrigando uma biodiversidade significativa de fauna e flora. Universidades renomadas como USP, UNESP e UNICAMP desenvolvem estudos científicos na área, contribuindo para o monitoramento da qualidade da água e a preservação do ecossistema local.

Alex Ferreira

Alex Ferreira é jornalista, apresentador de TV e rádio, mestre de cerimônias e roteirista.

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