Os moradores de Americana estão mudando a forma de consumir serviços de comunicação. Dados do Informativo Socioeconômico 2026 apontam que, entre 2019 e 2025, o número de linhas de telefonia fixa caiu 46%, enquanto os acessos à TV por assinatura recuaram quase 50%, refletindo o avanço das plataformas digitais e da telefonia móvel.
A telefonia fixa registrou queda de 78.703 linhas em 2019 para 42.500 em 2025, uma redução de 36.203 acessos. O levantamento também mostra diminuição na densidade do serviço, que passou de 19,7 para 17,2 linhas por 100 habitantes, além da perda de posições de Americana nos rankings estadual, regional e nacional.
A TV por assinatura também apresentou forte retração. Em seis anos, o número de assinantes caiu de 50.176 para 25.407, praticamente metade da base registrada em 2019. O comportamento acompanha uma tendência nacional de migração dos consumidores para serviços de streaming e conteúdos sob demanda.
José Geraldo, de 69 anos, ainda tem o telefone fixo, lembra o número com certa dificuldade, pelo pouco uso, mas por meio do aparelho conversa com parentes da região de Quatá. Para ele, se não tivesse, também não faria falta. “Uso bem pouco, muitas vezes para ligar para Quatá, no fixo de lá, para falar com alguns parentes é melhor”, disse.
Para o economista e professor da FAM – Faculdade de Americana, Gabriel Sarmento Eid, o número de pessoas com telefone fixo e TV por assinatura diminuir é uma tendência no mundo todo. “Por conta do streaming, o fim do telefone fixo por conta linha móvel e os benefícios, as empresas e a população em geral hoje buscam tecnologias mais modernas”, disse.
Os indicadores revelam uma transformação no perfil de consumo dos americanenses, que têm substituído serviços tradicionais por alternativas digitais. A expectativa é de que a telefonia fixa e a TV paga continuem perdendo espaço nos próximos anos, impulsionadas pelo crescimento da internet de alta velocidade, dos smartphones e das plataformas de entretenimento online.











